Já não é de hoje que os temas ambientais, as chamadas “pautas verdes”, tomaram conta de inúmeros fóruns, debates, instituições políticas e, claro, empresas. Sem dúvida alguma, depois dos direitos humanos, essa temática é um dos paradigmas mais complexo de serem quebrados, a ilusão de que desenvolvimento econômico não combina com sustentabilidade (ambiental).

Dentro do ramo de ações e negócios sustentáveis, o profissional de Relações Internacionais é extremamente importante, muitas vezes peça-chave, devido ao seu potencial para ações disruptivas e multidisciplinares, que separa o sucesso e o fracasso de uma empreitada que envolver diferentes e complexos fatores.

Praticamente tudo dentro da temática acerca da sustentabilidade é holístico, ou seja, está interligado e é interdependente com outras áreas. Nada funciona sem um entendimento completo e complexo, de forma sistêmica e com visão macro. Curiosamente, as principais características de um internacionalista.

Destaco alguns setores de atuação para nós:

Empresas privadas – setores de governança e de desenvolvimento sustentável tem sido cada vez mais comuns; geralmente esses cargos devem ser ocupados por profissionais que tenham visão estratégica, política e de campo.

Área pública – institutos, museus, empresas públicas, cargos comissionados em geral, cada vez mais estão conectados com essas necessidades.

Vida Política – como mencionado a pauta verde é algo inerente a toda a cadeia política, desde o seu bairro até a ONU. ONGs e 3º setor – aqui talvez a abertura já esteja mais consolidada, no entanto existe uma necessidade grande de “mudar” visão assistencialista e ativista, para uma função de estratégia de ganhos, de negócios.

Empreendedorismo – como escreveu Marcus Barbosa, a habilidade de visão 360º do analista internacional é carro chefe para essa área. Se for em um setor ambiental, que por si só já demanda essas habilidades, melhor.

Essas são apenas algumas possibilidades, em um universo gigantesco. Hoje em dia, desde pequenas ações até grandes ativismos, de implementação de uma cultura dentro de uma empresa até uma startup nessa área, tudo gera possibilidades incríveis para negócios sustentáveis.

Eu costumo dizer que atuar nessa área, muitas vezes, junta um propósito de crença pessoal com uma carreira quase que paradiplomática; e não tem nada a ver com ganhar 5 mil dólares por mês para viver e cuidar de uma ilha na costa da Nova Zelândia. A história aqui é: muito trabalho e dedicação, muitas vezes sem horários definidos, uma atuação altamente intelectualizada e de muita arte de negociação, argumentação e planejamento.

Nada que um formado em Relações Internacionais não já tenha visto inúmeras vezes na Universidade. Então se você gosta de sustentabilidade ambiental, independente da esfera, saiba que existe um campo enorme ainda a ser explorado e em crescente tamanho para nós.

 

*Deixo o convite para participarem do CONRI, momento onde trarei esse tema, qual tenho dedicado minha carreira, para compartilhar e fortalecer a atuação do profissional de Relações Internacionais

 

Bernardo Monteiro

Analista de Negócios Sustentáveis na ANPW2
Analista e Consultor Político Independente

Bacharel e Master (MBA) em Relações Internacionais Especialista em Gestão de Marketing
Ex pesquisador de Cenários Prospectivos (LSC/EGN)